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Feira do Agronegócio do Leite em Ji-Paraná, prepara Rondônia para mercado externo de laticínios

Publicado dia 17/11/2017 às 10h54min
Ji-Paraná recebeu mais de mil produtores de leite, que chegaram em caravanas de diversos municípios para ter acesso a tecnologia

Um queijo mussarela de 55,5 quilos cortado de forma cerimoniosa no estande do produtor rural Valmiro Ferreira Pandinho, simboliza a grandeza da Feira do Agronegócio do Leite do Estado (Rondoleite), aberta na manhã desta quinta-feira (16), no município de Ji-Paraná. Rondônia é o maior produtor de leite da região e faz esforços impulsionar ainda mais o setor de olho em mercados promissores fora do país.

Ji-Paraná recebeu mais de mil produtores de leite, que chegaram em caravanas de diversos municípios para ter acesso a tecnologia, conhecimento e financiamento. Com isto, o governo do estado, que promove a Rondoleite através da Secretaria de Agricultura (Seagri) e apoio da Agência Idaron e Empresa Emater, quer fazer com que a cadeia produtiva encontre caminhos que levem a um crescimento ainda maior.

Rondônia produz 2,2 milhões de litros diários de leite, mas o volume pode ser duplicado se apenas 40% dos produtores presentes ao evento em Ji-Paraná aplicarem, em suas propriedades, os ensinamentos que estão sendo disponibilizados. A estimativa é do secretário de estado da Agricultura, Evandro Padovani.

O entusiasmo do governador Confúcio Moura, que foi a Ji-Paraná para a abertura oficial da Rondoleite, pode ser percebido em todas as fases do breve discurso que fez. Diante de gente simples e de mãos calejadas que sai toda madrugada para ordenhar vacas, Confúcio assegurou que o leite “é a bola da vez” para o governo.

Significa que, assim como o estado transformou-se, em sete anos de seu governo, o maior produtor nacional de peixe de água doce, o mesmo deve acontecer com o leite.

Governador destacou o crescimento do segmento de laticínios em Rondônia

Confúcio tem planos audaciosos. Quer alcançar o mercado externo com derivados do leite de alta qualidade e com preços competitivos. A meta, entretanto, só será alcançada se o produtor se abrir para o conhecimento, para as novas tecnologias. “Sou defensor da globalização local. Temos que dominar bem o setor interno. Só depois, partir para avanços maiores”, afirmou.

Também estão na Rondoleite, além dos técnicos que ministram palestras, os representantes das agencias financiadoras, que oferecem crédito aos produtores. O Banco do Povo disponibilizou dinheiro com carência de seis meses e juro zero. A oferta, anunciada pelo governador, recebeu aplausos demorados.

AGROINDÚSTRIA

A feira também é oportunidade de negócios como fertilizantes, produtos para os animais e, como não poderia deixar de ser, tudo o que as agroindústrias, sobretudo as familiares, fazem após a ordenha das vacas.

As discussões sobre os problemas que afetam o mercado do leite também são foram tratados nos discursos feitos por parlamentares na abertura da feira. A ameaça que vem do Uruguai, que exporta derivados do leite para o Brasil a preços mais baixos, não passou em branco.

Neste caso, a saída é aumentar a produção e a qualidade, concordaram os oradores. Impedir que a importação aconteça depende de um decreto legislativo que o Congresso por de votar. Os senadores Valdir Raupp e Acir Gurgacz prometeram agir para que isto aconteça.

A Rondoleite vai produzir até o encerramento, na sexta-feira (17), conhecimento e oportunidade de negócios. Bom para pessoas, que como o produtor Valmiro Ferreira Pandinho, o dono do queijo mussarela de 55,5 quilos, continue expandindo os negócios.

A agroindústria de Pandinho emprega oito familiares. Fica em Nova Dimensão, distrito de Nova Mamoré, mas comercializa produtos para Porto Velho, Ariquemes, Buritis, Monte Negro e Guajará Mirim. Em Ji-Paraná, Pandinho já prospecta um novo mercado. “Se for possível, vamos ainda mais longe”, garantiu.

Fonte: Assessoria