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Política

Confúcio confirma disputa ao Senado e Daniel assume o governo em 5 de abril

Publicado dia 25/01/2018 às 17h45min
O que tinha que ser dito, foi dito. Confúcio Moura comunicou oficialmente ao seu vice, Daniel Pereira, que vai deixar o governo no dia 5 de abril, renunciando ao cargo, para que esteja legalmente apto a disputar uma cadeira ao Senado, em outubro próximo

O que tinha que ser dito, foi dito. Confúcio Moura comunicou oficialmente ao seu vice, Daniel Pereira, que vai deixar o governo no dia 5 de abril, renunciando ao cargo, para que esteja legalmente apto a disputar uma cadeira ao Senado, em outubro próximo.

O Governador disse que a decisão foi tomada depois de longa maturação e que considera que pode contribuir muito, com sua experiência e depois de dois mandatos, que somados chegam a quase sete anos e meio, para que Rondônia continue no caminho do crescimento e do progresso. O comunicado, numa longa conversa entre ambos, realizada na tarde da última terça, oficializou a situação e Daniel Pereira começa a preparar o terno de posse, para governar o Estado durante nove meses.

Quando foi sua vez de falar, Daniel resumiu a Confúcio o que já estava anunciado. Que ele, Daniel, não será candidato em 2018. Que manterá toda a estrutura de governo deixada por Confúcio, talvez mexendo aqui e ali, para ter pessoas mais próximas a si (Daniel), durante sua administração.

Disse a Confúcio que vai fazer campanha ao Governo para o senador e empresário Acir Gurgacz, conforme orientação do seu partido, mas também aproveitou para elogiar bastante o nome do MDB ao Governo, o deputado Maurão de Carvalho. A quem, aliás, Daniel já avisou que tomaria esse caminho. No encontro, o governador que assume em 5 de abril, quando Confúcio renunciar, fez outros comentários. Afirmou que ele e seu partido vão apoiar incondicionalmente o nome de Confúcio para uma das vagas ao Senado.

A outra, que terá seu aval e do PSB, será a do prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires. Na conversa, Daniel também relatou ao seu amigo e companheiro de governo, que já avisou aos seus aliados que não utilizará a máquina ou tomará qualquer medida para fazer campanha para esse ou aquele nome, seja do PSB ou seja de qualquer partido aliado.

O governo vai trocar de mãos, mas não de filosofia, foi o que se deduziu do encontro. Confúcio não fez, ao menos que se tenha conhecimento, a exigência de que Daniel Pereira apoie todos os candidatos do MDB, porque se o tivesse feito, não haveria acordo. Experientes na política, com um relacionamento pessoal e formal como poucas vezes se viu em Rondônia entre um Governador e seu vice, Confúcio e Daniel marcaram posições, mas sem desrespeitar um ou outro. O quadro pode mudar? Claro que sim. Na política, a verdade de hoje não é necessariamente a de amanhã. Mas, se não houver surpresas, Confúcio sai em abril para concorrer ao Senado e Daniel assume o Governo até 31 de dezembro. O enredo é esse. Mas quem o escreve pode, muitas vezes, mudar tudo. O final de verdade só se saberá lá pelo final de março.

FOI O MELHOR PARA O BRASIL

Enfim, a Justiça foi feita! A confirmação da condenação do ex Presidente Lula, pelo trio de Desembargadores da 4ª Região, na capital gaúcha, era o resultado esperado ao menos por oito em cada dez brasileiros. Apenas uma minoria de cegos, fanáticos e uma pequena legião de desesperados, que vão perder suas boquinhas quando os petistas e seus aliados sumirem do mapa, ainda imaginavam que Lula sairia ileso, depois de todos os males que causou ao país. Não se pode ignorar a força política que o lulismo ainda representa, mas o que estava em discussão era o uso de um cargo Presidencial para receber benesses pessoais. Lula misturou tudo isso (prova que está respondendo a mais meia dúzia de processos) e ainda liderou a maior quadrilha de achaque aos cofres públicos não só na História do Brasil, mas também como um dos maiores roubos de todos os tempos, em todo o Planeta. A destruição da economia; a quase quebra da Petrobras; o avanço aos cofres do Estado como plano de governo e poder; a mentira como programa oficial de um partido e de um governo e tantos outros crimes, não podem ficar impunes. Lula vai passar à História como sempre foi: um engodo. O enganador está desmascarado. Mas o Brasil continuará crescendo e será cada vez mais forte.

DONA ADA ESTÁ CERTA!

A vereadora Ada Boabaid anda levando pedradas de todos os lados, por sua defesa da ideia de que locais que vendam bebidas alcóolicas sejam fechados a partir da meia noite. Como se ela, uma vereadora, eleita, com todos os seus direitos, não pudesse apresentar à comunidade um tema para ser debatido. Ou seja como se o assunto fosse alienígena. Não é. Desde 2011, por exemplo, ao menos 60 cidades brasileiras adotaram o projeto, ao menos temporariamente, como forma de combater o tráfico de drogas, a presença de crianças e menores na noite e também o grande número de acidentes de trânsito causados por pessoas embriagadas ao volante. Ada alega que, apenas as blitz da Lei Seca, por exemplo, já diminuem em 30 por cento as internações de acidentados no Hospital João Paulo II. Com o toque de recolher, ela acha que muitas outras vidas seriam poupadas. A ideia da vereadora não é de toda errada, até porque já houve resultados concretos em outras cidades. Mas é ilegal e inconstitucional, segundo decisão exarada, desde 2011, pela Justiça Federal. Mesmo assim, o assunto levantado pela vereadora merece respeito e atenção. Ela não quer impor nada, apenas discutir um tema de interesse público.  Ora, se uma vereadora não tiver o direito de trazer um assunto à discussão da coletividade, quem o terá?

GRANDES DESAFIOS DA PF

Ele ainda é jovem, mas muito experiente, Veio do Mato Grosso o novo superintendente da Polícia Federal de Rondônia, empossado nesta terça, numa cerimônia realizada na sede do Ministério Público Federal, na Capital. Caio Rodrigo Pelim chega com a missão de dar continuidade ao trabalho da PF no Estado, principalmente em relação ao combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado, mas também terão atuação forte na luta contra a corrupção, que tem caracterizado as ações da PF em praticamente todo o país. O também recentemente empossado o diretor-geral da PF, Fernando Segovia, veio de Brasília para prestigiar o evento e dar posse ao seu comandado. Caio Pelim substituiu no cargo ao delegado Araquém Tavares, que teve uma passagem sem grandes alardes por Rondônia e que agora assumirá a superintendência do Rio Grande do Norte, lá, sim, uma área conturbada pela crise na segurança pública.  O novo titular da PF rondoniense tem grandes desafios pela frente. Com pouca gente, com estrutura muito aquém das necessidades, a PF tem entre suas responsabilidades o policiamento de fronteira, por onde entram, todos os dias, enormes quantidades de armas e drogas. Não será fácil o que o novo delegado tem pela frente, em termos de desafios.

A EFMM, OS CHATOS E O TRENZINHO

O prefeito Hildon Chaves anunciou, no dia do aniversário de 103 de instalação do município de Porto Velho (feriado, em plena quarta-feira) , um grande projeto de revitalização da Praça da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, com investimentos que vão chegar a mais de 23 milhões de reais, investimentos que serão feitos pelo Consórcio Santo Antônio Energia. Nosso maior patrimônio, que tem uma infinidade de instituições e entidades dando pitaco, mas onde ninguém resolve nada na prática, parece que finalmente será apadrinhada pelo Prefeito, que cumprirá uma promessa repetida várias vezes em sua campanha. Isso se os tais “amigos”  da EFMM, uma infinidade de chatos, incompetentes e que se acham donos da área, quando na verdade só adoram discursar, sem realizar nada de prático, deixarem Hildon e seu time trabalhar. A má notícia no lançamento de revitalização é que em nenhum momento sequer foi citada a possiblidade do trenzinho Maria Fumaça voltar a andar no trajeto da beira do rio até Santo Antônio. Sem isso, tudo o que se fizer no local será apenas paliativo. Esperemos, pois, para ver no que vai dar...

NEM JUNTANDO NUM CALDEIRÃO

Álvaro Dias, Artur Virgílio, Geraldo Alkmin, Ciro Gomes, Cristovam Buarque, José Maria Emayel, Fernando Collor de Mello, Jair Bolsonaro, João Amoedo (Partido Novo, quase um desconhecido), Levy Fidélix, Lula da Silva, Manuela D´Ávila, Marina Silva, Valéria Monteiro, ex apresentadora da Globo: esses são os nomes citados na mídia nacional como possíveis candidatos à Presidência da República neste ano. Colocando todos num caldeirão, sairia o nome ideal para dirigir um pais tão complexo, problemático e dividido como o Brasil? Além de Amoedo, um empresário que se lança numa aventura, via outro nanico na enorme relação de partidos políticos do país, teria alguma chance, apesar por dizer que representa o Novo?  Valéria Monteiro, bela e competente jornalista, seria levada a sério pela população?  De todos os nomes, aquele que parece ter mais predicados e experiência seria Cristovam Buarque, mas mesmo assim, ele não tem aparecido com destaque em ações que o colocassem numa posição de vanguarda na política brasileira e muito menos antes a opinião pública. Desses aí, os dois que lideram todas as pesquisas representam os extremos: Lula, muito à esquerda; Bolsonaro, muito à direita. Dai volta-se à discussão inicial nesses casos: o eleitor é quem não sabe escolher ou são os candidatos que são ruins, sem exceção?

CARNAVAL É PRIORIDADE OU NÃO É?

Bem que fez a Prefeitura de Ji-Paraná em não gastar 40 mil reais em apenas um  Baile Popular de Carnaval. Decidiu destinar o dinheiro para outras atividades. Recentemente, o município havia feito pesados investimentos na sua decoração natalina e festas de final de ano, reunindo milhares de pessoas. Para que então, pegar toda essa grana e torrar tudo num só evento, para algumas centenas de foliões, quando pode usar o dinheiro muito melhor em ação que beneficiem toda a comunidade? Claro que essa decisão (e nem as de quem concordam com ela) se destina a que se acabe com o carnaval. Pelo contrário. Só que carnaval e outros eventos semelhantes, devem ter apoios comerciais privados. Quando maiores forem, mais investimentos tendem a conseguir. As verbas públicas gastas com festejos e carnaval, que não seja eventos de grande porte, que envolvam toda a coletividade, são mal gastas. Veja-se o caso da Banda do Vai Quem Quer, em Porto Velho, a maior de toda a região norte. Tem o apoio da Prefeitura e órgãos públicos  em parte da segurança, controle do trânsito e eventuais ajudas consideradas corriqueiras. A grande verba é buscada entre seus mais de 100 mil seguidores. A Banda deu exemplo. Ji-Paraná também está dando. Tomara que essas decisões de bom senso e respeito ao dinheiro público se ampliem.

PERGUNTINHA

Em relação ao resultado de ontem, exarado pelo Tribunal Federal de Porto Alegre, ao julgar o caso envolvendo o ex Presidente Lula, você acha que houve a verdadeira Justiça ou ficou longe do que o país poderia esperar?

Fonte: Da Redação