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Taxistas protestam pela regulamentação do táxi compartilhado

Publicado dia 19/03/2018 às 19h44min
O grupo de aproximadamente 200 manifestantes continuará a intervenção por tempo indeterminado.

O Sindicato dos Taxistas e dos Transportes Escolares, Turísticos e Fretamento (Sintax), realiza nesta segunda-feira (19), uma manifestação para que a Prefeitura sancione uma Lei que regulamente o táxi compartilhado. O protesto começou, por volta das 5h, na Câmara Municipal de Porto Velho. O grupo de aproximadamente 200 manifestantes continuará a intervenção por tempo indeterminado.

“Nosso objetivo é protestar porque nossa categoria protocolou um projeto para regulamentação do serviços (de táxi compartilhado) e até agora ninguém sabe por onde ele anda, a gente vai ficar aqui até que nos deem uma resposta convincente”, disse o presidente Sintax, Francisco Ferreira dos Santos.

A proibição do táxi compartilhado foi articulado pelo Sindicato dos Trabalhadores Urbanos de Passageiros em Rondônia (Sitetuperon), contra a Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transportes (Semtran) e a prefeitura de Porto Velho, sob o argumento de que fere o Código de Transporte Brasileiro (CTB). Segundo o Sitetuperon, os taxistas estão promovendo o transporte ilegal de passageiros, que utilizam das mesmas rotas e pontos utilizados pelos ônibus coletivos para o embarque de passageiros.

O argumento principal do Sindicato é que com o serviço de táxi compartilhado há uma concorrência desleal com a concessionária que presta o serviço de transporte municipal, além de gerar danos à economia, podendo provocar acidentes e comprometer a manutenção do contrato de concessão, acusando a prefeitura de omissão em relação a fiscalização do serviço.

O táxi compartilhado, foi criado como uma alternativa à concorrência de aplicativos de transporte como o Uber. De acordo com o presidente do Sintax, Francisco Ferreira dos Santos, 100 dos 750 taxistas concessionados da capital aderiram à novidade inicialmente. “O que nós estamos fazendo é uma forma de sobrevivência. Não estamos querendo entrar para desestabilizar uma outra categoria, queremos somar e dar mais uma opção de transporte para a população”, explicou.

Fonte: Diário da Amazônia