Há mais de 27 anos, marca Prosdócimo começava a sair do mercado.

Há mais de 27 anos, marca Prosdócimo começava a sair do mercado.
Há mais de 27 anos, marca Prosdócimo começava a sair do mercado.

A Refripar, indústria paranaense que produzia os produtos da Prosdócimo, foi vendida em 1996 para a empresa Sueca Electrolux.

Em maio de 1996, a empresa sueca Electrolux finalizou a compra de 100% das ações da Refripar (Refrigeração Paraná S/A) e tornou-se assim dona da marca paranaense Prosdócimo – que chegou a dominar 25% do mercado nacional de geladeiras e 60% do mercado de freezers.

A conclusão do processo de aquisição marcou o início do fim de uma das marcas industriais mais fortes do Paraná. Em 1996, o então presidente mundial da Electrolux, Lief Johansson, disse que no curto prazo não apagaria a marca paranaense e usaria o nome Electrolux-Prosdócimo. Em abril de 1997, menos de um ano depois da aquisição, o grupo sueco anunciou que deixaria de utilizar a marca Prosdócimo.

O objetivo da mudança, de acordo com o que então diretor presidente da Electrolux do Brasil, Antonio Carlos Romanoski, disse ao jornal Folha de S. Paulo, era fortalecer a posição da Electrolux no setor, de modo que a empresa alcançasse o posto de principal marca em eletrodomésticos no Brasil.

Antes de ser vendida, em 1995, a Prosdócimo registrou faturamento de US$ 884 milhões, resultado de um crescimento de 30% das vendas em relação ao ano anterior. Em 1995 a Prosdócimo foi 61ª maior empresa privada do país por volume de vendas.

RELEMBRE: 10 marcas curitibanas que acabaram

Em 1996, depois de comprar a Refripar, que era a segunda maior indústria de produtos da linha branca no país, a Electrolux do Brasil viu suas vendas crescerem 26,7% em um ano. No comercial veiculado na televisão que anunciava a compra, a Electrolux dizia se tratar de um casamento por interesse. “O líder mundial em eletrodomésticos se uniu ao líder brasileiro em freezers”, dizia o narrador.

Para Sérgio Prosdócimo, fundador da Refripar, abrir mão da marca não foi tão fácil. “Emocionalmente, fiquei três anos me preparando antes de fechar o negócio. Quando voltei lá, não senti como se estivesse no mesmo lugar. Acho que perdeu um pouco da identidade”, disse o empresário à Gazeta do Povo em 2007.

No Centro de Design da Electrolux, peças percorrem caminho do traço ao aço

Incêndio destrói barracão da Electrolux na Cidade Industrial

Por:João Guilherme Frey